Resposta curta
Denuncie primeiro à plataforma: só ela pode restaurar ou remover uma conta. Depois faça um registro oficial onde você mora: no Brasil, o boletim de ocorrência na Polícia Civil do seu estado (muitos têm delegacia online); em Portugal, a Queixa Eletrónica; nos EUA, ReportFraud.ftc.gov e o IC3; na Inglaterra, no País de Gales e na Irlanda do Norte, o Report Fraud; no Canadá, o Canadian Anti-Fraud Centre; na Alemanha, a Onlinewache da polícia; nos Emirados, a plataforma eCrime. Se saiu dinheiro da sua conta, ligue para o banco antes de tudo.
Antes de denunciar: o que reunir
- Seu nome de usuário, o link do perfil e o e-mail ou telefone que estavam na conta.
- A data e a hora em que você perdeu o acesso e todos os e-mails de segurança da plataforma.
- Prints de mensagens, posts ou anúncios feitos em seu nome, com a data visível.
- Usuários, links, telefones e dados de pagamento (como chave Pix) do golpista.
- Comprovantes bancários ou do cartão, se houve envio de dinheiro.
Guarde os originais e não apague conversas, mesmo constrangedoras — elas são a prova.
Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália
- Estados Unidos: fraudes à FTC em ReportFraud.ftc.gov, crimes cibernéticos ao IC3 do FBI e roubo de dados pessoais em IdentityTheft.gov.
- Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte: o Report Fraud substituiu o Action Fraud em dezembro de 2025 — online ou no 0300 123 2040. Na Escócia, ligue para a Police Scotland no 101.
- Canadá: o Canadian Anti-Fraud Centre e o sistema de denúncia online da RCMP.
- Austrália: crimes cibernéticos pelo ReportCyber, golpes no Scamwatch e IDCARE (1800 595 160) se seus documentos foram expostos — tudo a partir de cyber.gov.au.
Alemanha, Áustria e Suíça
- Alemanha: cada estado tem uma delegacia online; comece pelo portal Onlinewache. Para crimes na internet, escolha o estado onde você mora.
- Áustria: a unidade de crimes cibernéticos da Polícia Criminal Federal orienta pelo e-mail against-cybercrime@bmi.gv.at (veja bundeskriminalamt.at); a queixa é feita em qualquer posto policial.
- Suíça: o Escritório Federal de Cibersegurança (BACS/NCSC) tem um formulário de notificação; a queixa-crime vai para a polícia cantonal.
França, Itália, Espanha e Portugal
- França: o THESEE recebe queixas online por golpes na internet, incluindo invasão de e-mail e redes sociais; o cybermalveillance.gouv.fr orienta as vítimas passo a passo.
- Itália: o Commissariato di P.S. online da Polizia Postale recebe denúncias de invasão, phishing e fraude online; a conta roubada é formalizada depois em uma delegacia.
- Espanha: a linha gratuita 017 do INCIBE orienta sobre contas hackeadas; a denúncia vai para a Policía Nacional ou a Guardia Civil.
- Portugal: o portal Queixa Eletrónica aceita queixas à GNR ou à PSP por certos crimes, incluindo burla; a Polícia Judiciária também recebe queixas de crime informático.
Brasil, países do Golfo e Turquia
- Brasil: registre um boletim de ocorrência na Polícia Civil do seu estado — muitos estados têm delegacia eletrônica e delegacias especializadas em crimes cibernéticos; se não houver na sua cidade, procure a delegacia mais próxima. A Polícia Federal atua em crimes cibernéticos de alcance federal, e a SaferNet Brasil oferece orientação gratuita (sem receber denúncias).
- Emirados Árabes Unidos: a plataforma eCrime do Ministério do Interior, também no app MOI UAE.
- Arábia Saudita: o app «Kollona Amn» da Segurança Pública recebe denúncias de crimes cibernéticos, incluindo contas hackeadas e chantagem.
- Catar: o app Metrash2 do Ministério do Interior ou o departamento de crimes cibernéticos da polícia judiciária.
- Turquia: a polícia ou o Ministério Público; o departamento de crimes cibernéticos da polícia nacional publica orientações.
O que um registro oficial faz — e o que não faz
Polícia e órgãos de defesa do consumidor raramente recuperam sozinhos uma conta de rede social; quem decide é a plataforma. Ainda assim, o registro importa: bancos o pedem para contestar transações, plataformas às vezes o aceitam como prova em casos de invasão e de perfil falso, e ele protege você se o golpista cometer crimes em seu nome. Depois volte ao caminho da plataforma — nosso serviço de recuperação de contas hackeadas trabalha nesses canais oficiais.
Perguntas frequentes
A polícia vai recuperar meu Instagram ou Facebook?
Em geral, não diretamente. Quem devolve o acesso é a plataforma. O boletim de ocorrência fortalece seu caso com a plataforma, o banco e, se preciso, a Justiça.
Moro em um país e o golpista está em outro. Onde denuncio?
Onde você mora. Crimes online costumam ser denunciados no país de residência, e as autoridades dali decidem sobre a cooperação internacional.
Meu banco precisa de um boletim de ocorrência?
Para transações não autorizadas, muitas vezes sim. Ligue primeiro para o banco para bloquear novos pagamentos e depois registre o B.O. e envie o número.
Denunciar custa alguma coisa?
Não. Todos os canais oficiais citados aqui são gratuitos. Desconfie de quem cobra para «fazer o B.O.» ou promete recuperar o dinheiro perdido mediante taxa.
Fontes: Polícia Federal — combate a crimes cibernéticos, Queixa Eletrónica — MAI, FTC — ReportFraud.ftc.gov, FBI — Internet Crime Complaint Center, City of London Police — Report Fraud, Canadian Anti-Fraud Centre, Australian Cyber Security Centre, Polizei — Onlinewachen, Ministère de l’Intérieur — THESEE, Polizia Postale — segnala online, Portal do governo dos EAU — denunciar crimes cibernéticos